Meu amor é desobediente. Que fica quando mando ir embora, que não foge
quando o tempo fecha. Que me cala a boca com beijo de cinema, que ouve
atento quando descarrego meus discursos. Meu amor é desobediente e sabe
se verter. Diz que pra cada versão da minha teimosia, tem uma dose nova
de sentimento. Pra cada anúncio de cansaço, um motivo a mais pra
cultivar e cuidar do que é raro de viver. Não sei de onde tira essas
coisas, desconfio que rouba meus livros. Aqueles que falo pra não mexer.
Mas não, desobediente que é, mexe com meu mundo e o coração.