“Gosto de flores, mas os espinhos me atraem mais que as pétalas. É uma
espécie de magnetismo pela dor, me apaixono pelo devastador, pela
bagunça. Espinhos são mais profundos, encravam-se na pele, transfixam no
coração e deixam feridas abertas, e feridas quase sempre deixam marcas,
e marcas, quase sempre são inesquecíveis. Pétalas são suaves, uma vez
tocada, esquecida, já espinhos são diferentes, uma vez tocado, jamais
deslembrado, espinhos amedrontam, intimidam, flor desabrocha, cresce,
seca
e vai ao vento, espinhos ficam presos na roseira, espinhos avisam que ao
tocado, é ferido, espinho avisa que deu origem a flor, espinho avisa
que não há amor, sem dor.”
Embriagar-se